Brilho Eterno de uma Mente com Lembranas

Brilho Eterno de uma Mente com Lembranças

Na foto: Eu e minha mãe. Brejo-Maranhão. 1986.


Pra que boa imagem, quando uma foto tem a capacidade do brilho eterno de um momento da vida que passou? Foto esta, que serve pra preencher o espaço de uma mente q não lembra de muita coisa, mas que ao ser observada nos confere a observância de aceitar que aquele momento existiu. Pessoas estranhas, mães, cabeças grandes... Que diferença faz, quando tudo isso serviu pra refletir a felicidade que pairava no ar. Uma mente pode não lembrar da cidade, das ruas dessa cidade, da casa q ficava na rua daquela cidade, ou até mesmo do estado, país ou continente... Mas uma foto busca no subconsciente do ser a lembrança de que estivemos lá. Puta merda, aconteceu! Quem vai negar isso? Quem vai negar que naquela casa havia amor, brigas constantes, pais e filhos... Tapeçarias chinesas ou móveis de mogno e Monalisa. Mesmo que a mente não lembre, como explicar o fato de sabermos como pisar naquele tapete? Porque algo me diz que minha mãe não queria que eu colocasse copo naquela mesinha da sala? Monalisa? Meu deus, quem é essa mulher? Ta no tato e a pele sente... Essa lembrança incerta tem tato, sente gosto, enxerga. Sabe o que é engraçado? É que esta mesma lembrança nos confere sensações e situações que talvez nem existiram, mas que acreditamos na veracidade delas. Tudo culpa de quem? Da inteligência humana que gerou a tecnologia. Do dedo ao toque de um botão. Poses. Seres extraterrenos. Pode-se ver a solidão de uma pessoa. Filmes para serem sensibilizados pela luz. Não disse?! Eu não disse que era uma luz?! A luz da vida, do momento, provinda do calor de nossos corpos. Fótons ou elétrons, filmes sensibilizados, assim como mentes e corações. Meu, que dia era aquele? O que eu queria ser quando crescer? Quem nascia ou quem morria? Onde estavam as pessoas naquele exato momento que hoje significam tanto pra mim? Afinal, o que acontecia no mundo? Baboseira, guloseimas e “eiras”, seja lá qual for, aqui elas estão. Tanto para confortar os que de amnésia sofrem, quanto pra garantir que o momento não morra. Mentes evoluem, o mundo se transforma. E pra que restauração, se só elas possuem o brilho eterno para aquelas mentes sem lembranças?!

Ouvindo You Stole My Money Honey do Stereophonics
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